
Certa ocasião, em um supermercado, um homem empurrava seu carrinho de compras com cara de poucos amigos. Dentro do carrinho, uma criança, aparentemente de uns cinco anos de idade, divertia-se com o iogurte que tomava e com o vento que batia em seu rosto, como se andasse em alta velocidade. De repente o garoto perguntou:
− O que vamos comprar agora papai?
Mal humorado, o pai respondeu:
− Comprar leite, você já viu a gente vir ao supermercado e sua avó não pedir para comprar nada? Você não conhece sua avó, como ela é, gosta de ficar pedindo as coisas?
− Vai comprar então? Perguntou inocentemente o menino.
Sempre que observo algumas relações entre pais e filhos, lembro-me de “O Pequeno Príncipe”, obra clássica de Antoine de Saint-Exupéry: “As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo para as crianças, estar toda hora explicando”.
Nessa simples conversa em um supermercado, podemos observar a atitude aflita de um pai e a posição de “aconselhador” do filho. A singela pergunta do garoto “vai comprar então?” deixou implícita a proposta para uma reflexão: se não quer comprar nada para vovó, vai comprar por quê?
É muito comum encontrar pais (entenda-se pais e mães) que de maneira inconsciente tratam as crianças como psicólogas; contando-lhes suas frustrações e angústias, depositando na perspicácia infantil a esperança de encontrar uma saída benevolente para seus problemas. Sendo assim, há uma inversão de valores, pois normalmente os pais devem ser a referência na relação.
No caso do supermercado, o pai degrada a relação familiar falando mal da avó, ignorando a idéia de família que seu filho está formando no seu consciente. Que ele tenha diferenças com a avó do garoto é compreensível, mas não seria mais fácil resolver os problemas com a própria avó? O garoto sugere isso.
Não se propõe tratar as crianças como ingênuas, visto que crianças não são nada ingênuas. No entanto, pais não deveriam expor seus problemas de adultos para as crianças, pois elas escolhem em quem confiar. Se mostrarem somente o lado ruim da família, elas vão aprender só o lado ruim e, futuramente, vão ensinar somente um lado também. Formando um ciclo vicioso. Pais carentes e sem personalidade formarão adultos com o mesmo perfil.
− O que vamos comprar agora papai?
Mal humorado, o pai respondeu:
− Comprar leite, você já viu a gente vir ao supermercado e sua avó não pedir para comprar nada? Você não conhece sua avó, como ela é, gosta de ficar pedindo as coisas?
− Vai comprar então? Perguntou inocentemente o menino.
Sempre que observo algumas relações entre pais e filhos, lembro-me de “O Pequeno Príncipe”, obra clássica de Antoine de Saint-Exupéry: “As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo para as crianças, estar toda hora explicando”.
Nessa simples conversa em um supermercado, podemos observar a atitude aflita de um pai e a posição de “aconselhador” do filho. A singela pergunta do garoto “vai comprar então?” deixou implícita a proposta para uma reflexão: se não quer comprar nada para vovó, vai comprar por quê?
É muito comum encontrar pais (entenda-se pais e mães) que de maneira inconsciente tratam as crianças como psicólogas; contando-lhes suas frustrações e angústias, depositando na perspicácia infantil a esperança de encontrar uma saída benevolente para seus problemas. Sendo assim, há uma inversão de valores, pois normalmente os pais devem ser a referência na relação.
No caso do supermercado, o pai degrada a relação familiar falando mal da avó, ignorando a idéia de família que seu filho está formando no seu consciente. Que ele tenha diferenças com a avó do garoto é compreensível, mas não seria mais fácil resolver os problemas com a própria avó? O garoto sugere isso.
Não se propõe tratar as crianças como ingênuas, visto que crianças não são nada ingênuas. No entanto, pais não deveriam expor seus problemas de adultos para as crianças, pois elas escolhem em quem confiar. Se mostrarem somente o lado ruim da família, elas vão aprender só o lado ruim e, futuramente, vão ensinar somente um lado também. Formando um ciclo vicioso. Pais carentes e sem personalidade formarão adultos com o mesmo perfil.
Nenhum comentário:
Postar um comentário