Encostados ao alambrado de um campo futebol varziano, enquanto assistiam a pelada do final de semana, pai e filho conversavam abraçados.− Olha, disse o pai apontando para lanchonete, quando você tiver vontade de comer alguma coisa, não fique olhando os outros comerem, é feio e falta de educação. Você tem que me dizer o que tem vontade, se eu tiver dinheiro compro; se não tiver dinheiro, fica para outra vez, combinado?
− Tá bom, respondeu com um sorriso o menino de seis anos.
− Outra coisa, quando visitar a casa de alguém e lhe oferecerem algo para comer, coma o suficiente para matar a vontade, depois em casa a gente faz mais. Só que nunca aceite nada de pessoas estranhas, completou o pai.
Por meio de um bate-papo descontraído, o garoto aprendeu a “não censurar suas vontades”, além disso, cresceu sabendo direcionar e disciplinar os anseios que acompanham a vida humana.
Quase sempre, acredita-se que para educar um filho é necessário sentá-lo na sala, desligar a tevê, e convocá-lo para uma séria conversa. Entretanto, quantos pais aproveitam a ida ao campo de futebol para, sutilmente, ensinar alguma coisa a seus filhos em vez de proferir palavrões cabeludos ao juiz do jogo?
É claro que o objetivo não é fazer do passeio uma palestra pedagógica, no entanto, educar um filho é tarefa de tempo integral e requer, além de paciência, muita criatividade. Sendo assim, nada mais propício que uma ida à praia ou uma simples volta na praça do bairro para promover um bate-papo descontraído e saudável. Filho é escolha pessoal, quem opta por essa dádiva, contudo, assume uma responsabilidade intransferível, uma vez que pais devem educar seus filhos e a escola completar a tarefa.
De maneira agradável, um passeio ao lado das crianças vai muito além de um divertido final de semana, pode significar momentos de aprendizado para a vida toda.
Um comentário:
Oi Miele,
não sou mãe, mas curti o texto; creio q é esse o caminho da educação.
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