Não gosto de muvuca. Evito multidão o máximo que posso. Não acho que seja culpa da idade, mas de um certo amadurecimento. Porque uma coisa não significa a outra. Gosto de ficar em casa: ouvir música, estudar, namorar e às vezes escrever. Nem sempre foi assim, também tive minha fase de galera, de ir à danceteria, passar a noite andando pelos bares. Já passei riscos e aventuras. Minha fase se foi, hoje prefiro freqüentar lugares mais tranqüilos com a esposa e alguns amigos. Uma das coisas que me incomoda na muvuca é o cigarro, e uma coisa é conseqüência da outra, onde tem muita gente, tem cigarro. Mas não sou radical, cada um tem o direito de escolher a forma de viver (ou morrer). No entanto as leis que tratam sobre a questão do fumo são muito generalizadas. Cada caso é um caso. Um exemplo disso são os lugares que servem refeição. Após uma séria fiscalização, poderia ser liberado fumo somente nos locais em que fumantes e não-fumantes fiquem literalmente separados. O Jeca Jones, um bar na Rodovia Raposo Tavares, é modelo de lugar apto a receber fumantes, pois uma turma fica totalmente separada da outra. A proibição deveria atingir restaurantes pequenos em que ambos ocupam o mesmo espaço, além de cinema e teatro também é claro. No caso de alguns espaços fechados, como casas noturnas e danceterias, o cigarro poderia ser liberado. São lugares próprios para isso, onde a maioria das pessoas comunga do mesmo tipo de diversão, quem não gosta que fique longe. Curtir balada tem seu preço. À parte das leis, o bom seria que cada um procurasse um lugar de acordo com seu perfil, em São Paulo não faltam opções. Eu tenho minha turma, não freqüento lugares muvucados em que a fumaça do cigarro faz parte da atmosfera, assim não me estresso e não atrapalho quem tem a bebida e o cigarro como forma de diversão.

Um comentário:
Seu blog está sensacional!!!
bjos.
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