
Ontem passou uma reportagem na TV sobre o RH das empresas que consultam o Orkut de seus candidatos durante um processo seletivo. A matéria apresentou dois exemplos: no primeiro, um candidato, que não fora aprovado por uma empresa, acreditava que o motivo da derrocada fora sua participação em uma comunidade intitulada Odeio Trabalhar na Segunda-Feira. No segundo, em outra empresa, um candidato vasculhou o perfil daquela que seria sua avaliadora e anotou coisas que ela gostava, ou seja, tipo de música, filme, e tudo mais o que achou interessante para usar na entrevista. Acabou sendo contratado.
Será que o segundo exemplo foi realmente digno de ser apresentado como uma forma “válida” de se usar a internet? Não há como negar que garoto foi muito esperto, no entanto esperteza não é inteligência e nem sinônimo de honestidade. Embora a reportagem não tenha mostrado o perfil do candidato que ambas empresas procuravam, soou estranho um candidato ser aprovado ao buscar informações sobre a avaliadora e não sobre a empresa pretendida, o que seria mais coerente. Entretanto, no primeiro exemplo, o que há de mal alguém reconhecer que não gosta de trabalhar às segundas-feiras? (ninguém gosta das segundas-feiras) Neste caso, o candidato me pareceu mais autêntico, além de corajoso e com um ótimo senso de humor.
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