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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sete vidas

O tempo é composto por fugitivos instantes, o passado se torna futuro tão rapidamente que o presente nos parece um eterno hoje. Assim, nesses instantes por qual foge o tempo, sete segundos podem transformar o destino e ser um peso sobre a consciência.
Em Sete Vidas ( Seven Pounds, EUA, 2008) o desejo de redenção que perturba a mente de Ben Thomas, um fiscal da Recita Federal, torna o hoje ainda mais pesado e eterno. Na busca por compensar uma tragédia do passado, Ben sente o tempo ainda mais fugidio, em que as coisas vão acontecendo, parecendo escapar por entre os dedos.
É no jogo entre presente, passado e futuro, com flashes saltando a todo o momento, que se apóia o roteiro de Sete Vidas, dirigido pelo italiano Gabriele Muccino. Embora seja um esquema manjado do cinema, em que o filme inicia com imagens desconexas ganhando significado no final, a tática garante sucesso. Ainda mais quando o personagem principal é vivido por Will Smith, o grande astro do cinema norte-americano.
Em Sete Vidas, Smith tem grande atuação e consolida-se como ator do gênero dramático, aliás, isso é o que segura atenção, mesmo quando o segredo do filme já não é mais tão segredo assim e, na metade da trama, o espectador começa a se cansar.
Lançado estrategicamente no inicio do ano, em que as pessoas naturalmente estão mais sensíveis, Sete Vidas garante algumas lágrimas e leva-nos a pensar sobre o estrago que um gesto impensado, ou mal calculado, pode acarretar . Desta forma, o tempo vivido demonstra-se ainda mais fugaz e a busca pela redenção um caminho incerto, pesado e agonizante. Vale a pena conferir.

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