
Não gosto de dançar, nunca fui aficionado por dança. Todas as minhas fotos de caipira nas festas juninas apareço com a cara emburrada, ao menos estão muito engraçadas. No entanto, em um único momento da vida eu tive vontade de aprender a dançar, por causa de um único motivo: Michael Jackson.
Na década de 80, Michael Jackson encantou o mundo com seu desempenho em Thriller e virou mania em todo planeta. Não houve quem não se rendesse ao talento e a originalidade daquele que se tornaria o rei do pop, todos queriam dançar como o astro norte-americano e desvendar o segredo do seu moonwalker.
A única vez que me propus a aprender a dançar foi nessa época. Quando adolescente, participei de um grupo de breaking, montado pela turma da rua para uma apresentação no Festival de Cultura da escola.
Ensaiávamos todas as tardes embalados, principalmente, pelas músicas de Michael Jackson. Sua dança, sua animação, a perfeição de suas coreografias inspiravam nossas tardes. Sem falar no visual do nosso grupo: calças pretas, tipo pula-brejo, e meias brancas aparecendo. Uma camisa com o nome do grupo (que infelizmente não lembro nome) e uma luva cinza na mão esquerda completavam o uniforme. No entanto um detalhe que caracterizava nosso visual é inesquecível: as lantejoulas que deixavam a roupa brilhante era nossa marca registrada.
Lembro-me também do campeonato de “o melhor imitador de Michael Jackson” transmitido aos sábados pelo Programa Barros de Alencar: eu ficava em frente à TV tentando aprender novas coreografias.
Antes e depois dessa fase nunca tive vontade de aprender a dançar. Michael Jackson foi o único capaz de vencer a minha indisposição para a dança, no seu auge era realmente difícil ficar parado diante de uma música ou um videoclipe seu.
No fim da vida e da carreira, Michael Jackson não era nem sombra do grande artista que foi um dia. Se na vida pessoal Jackson não foi um exemplo para a humanidade, como artista foi insuperável, influenciou gerações e fez muita gente querer aprender a dançar.
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