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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Um pouco mais sobre o tempo

Um dia desses, na hora do almoço, passei em frente a uma barraca de camelô e vi (num flash, pois não parei) um DVD pirata do filme “17 outra vez”. Ele me fez lembrar outra produção do cinema americano, “De repente 30”. Enquanto degustava um filé de frango, comecei a pensar sobre o tema desses dois filmes: a possibilidade de viver uma idade fora do tempo presente. Nunca tive essa fantasia.

Quando tinha 17 anos não me imaginava aos 30. Da mesma forma que agora, com mais de 30, também não fantasio como seria se tivesse 17 anos, “ ser mais novo com a cabeça de hoje” certamente seria uma chatice sem tamanho.

Vivi de acordo com o tempo, não pulei etapas, brinquei de carrinho e joguei bolinha de gude até quando deu. Iniciei minha vida sexual quando achei que era hora, vivi minhas aventuras até quando foi conveniente. Casei quando encontrei no amor o meu porto seguro.
Sou feliz com a idade que tenho e com a vida que construí. Sinto-me realizado com as coisas que aprendi, com as que ainda posso aprender, sem me desesperar com as quais nunca vou entender. Vivo um dia de cada vez, sem a aflição da adolescência ou a soberba que a idade por ventura possa trazer.

Meu passado me enternece, mas não o reverencio. O futuro me instiga, mas não sofro por isso. Vivo o presente com grandes planos, projetados sem devaneios, longe de um positivismo imbecil.
Sigo acreditando que as coisas acontecem no seu devido tempo. A vida não é filme de cinema americano.

3 comentários:

Tatta barboza disse...

MASSA!!! :)
Acredito em cada palavra... Também sou desse time, embora, sempre quis ter 30! ahahahha É a minha idade ideal, sou sonhadora demais; o futuro me instiga tbm, mas como vc: não sofro por isso, acredito no poder q o tempo tem!

FELIZ 2010!!!!!!!!!
bjs

Unknown disse...

Pô, Miguelitos, fiquei com inveja agora. Eu, quando achei que era hora de iniciar minha vida sexual, ainda tive que esperar mais uns seis meses...rsrsrsrs

Unknown disse...

Me fez pensar em uma música:
O velho e o moço

Deixo tudo assim
não me importo em ver
a idade em mim
ouço o que convém
eu gosto é do gasto

sei do incômodo
e ela tem razão
quando vem dizer
que eu preciso sim
de todo o cuidado

e se eu fosse o primeiro
a voltar pra mudar
o que eu fiz
quem então agora eu seria

ahh tanto faz
e o que não foi não é
eu sei que ainda vou voltar
mas eu quem será?

deixo tudo assim
nao me acanho em ver
vaidade em mim
eu digo o que condiz
eu gosto é do estrago

sei do escândalo
e eles tem razão
quando vem dizer
que eu não sei medir
nem tempo e nem medo

e se eu for o primeiro
a prever e poder
desistir do que for dar errado

ahhh ora se não sou eu
quem mais vai decidir
o que é bom pra mim
dispenso a previsão

ahhh se o que eu sou
é tambem o que eu escolhi ser
aceito a condição

vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração
quando fala comigo
quando eu sei ouvir